quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Diagnóstico, prevenção e tratamento clínico da erosão dentária




Christiana Murakami
Mestre em Ciências Odontológicas, doutoranda, SP, Brasil



RESUMO
Estudos epidemiológicos recentes evidenciam um aumento na prevalência de erosão dentária em vários países, principalmente entre crianças e adolescentes. O diagnóstico precoce das lesões erosivas viabiliza a instituição de medidas preventivas logo no início do processo de perda de estrutura dentária, evitando procedimentos reabilitadores extensos. Porém, o diagnóstico diferencial entre a abrasão, a atrição e a erosão dentárias ainda é um assunto controverso entre os clínicos e os pesquisadores, sendo necessário estabelecer critérios claros para distinção entre as características destes tipos de lesões. Uma vez diagnosticada a erosão dentária, terapias preventivas e restauradoras são necessárias e diversas pesquisas têm sido geradas com este propósito nos últimos anos. Portanto, o presente trabalho se propõe a apresentar uma revisão baseada nas evidências científicas encontradas na literatura sobre o diagnóstico e o tratamento da erosão dentária.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Utilização de Fluoretos na Clínica Odontopediátrica Contemporânea


Autores : Christiana Murakami. Especialista em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, Mestranda em Odontopediatria do Departamento de Ortodontia e Odontopediatriada Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.
Marcelo Bönecker. Professor Associado e Livre Docente do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo

Resumo


O presente trabalho teve como objetivo revisar a literatura Odontológica atual sobre a utilização de
fluoretos na prática clínica odontopediátrica, analisando as evidências científicas disponíveis e discutindo os princípios da indicação individualizada da aplicação tópica de flúor. Uma busca das revisões sistemáticas e dos estudos mais recentes sobre fluorterapia em odontopediatria foi conduzida utilizando-se as bases de dados Medline e ISI Web of Knowledge. O mecanismo de ação do flúor na prevenção da doença cárie, as vantagens e as desvantagens dos diferentes métodos de aplicação tópica profissional de flúor e as orientações sobre a indicação da fluorterapia e a forma correta de aplicação de cada tipo de produto foram discutidos. Observa-se que a eficácia de diferentes formas de aplicação tópica de flúor está bem estabelecida e comprovada por evidências científicas. A indicação da necessidade, do tipo de produto e da frequência da aplicação tópica de flúor deve ser individualizada para cada paciente e deve se basear na análise de risco e de atividade de doença cárie.



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sábado, 10 de março de 2012

Aparelho nos dentes, antes motivo de piada, agora é moda


Sorriso metálico virou moda. Aparelhos para os dentes têm borrachas coloridas e em forma de bichos, são feitos com material que brilha no escuro e "glitter".

Com tanta novidade para atrair crianças, ferros na boca não são mais motivo de piada, como eram há pouco tempo. Além de acessórios fashion (da moda), o aumento do uso fez com que os aparelhos não parecessem estranhos.

Crianças contam sobre vantagens e desvantagens de usar aparelho nos dentes
Antes, eles não eram tão comuns. O tratamento era mais caro e acreditava-se que era preciso esperar os dentes permanentes para usá-los. Essa ideia mudou. "Os dentes são como planta. Quando nasce torta, é mais fácil corrigir antes de que cresça", diz Inês Verginia Zampieri Bof, especialista em ortodontia (correção dos dentes) infantil.

O Brasil começou a produzir aparelhos, o que os tornou mais baratos (antes, vinham de outros países).


Mordida

A Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial calcula que, de cada 10 crianças entre seis e dez anos, 6 precisam corrigir dentes ou mordida errada -- é como se a boca fosse uma caixa, em que os dentes de cima são a tampa e precisam se encaixar direito na parte de baixo.

Com cerca de três anos, a criança já pode passar por um especialista.

Mirela Boralli Arsuffi usa aparelho móvel há seis meses para acertar a mordida. Como só tem quatro anos de idade, o tratamento deve ser rápido e acabar em mais dois meses. "Essa correção deve ser feita o mais cedo possível", diz Cássio José Fornazari Alencar, especialista em odontopediatria da Universidade de São Paulo.

É bonitinho... mas dá trabalho!

Rafaella Cassasa, 12, ficou com medo de que os amigos não gostassem do novo visual. Mas eles aprovaram, principalmente os elásticos coloridos. Seu irmão, Rodrigo, 13, reclama que dá trabalho limpar os ferros. Mas, após cinco anos com aparelho, acha que o esforço vale para ter um sorriso mais bonito.

Ricardo Cruz, presidente da Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial, diz que, hoje, a maior parte das crianças que vai ao seu consultório quer arrumar os dentes. Caio Henrique Nunes, 10, por exemplo, tinha os dentes de cima muito para a frente. Há um ano, usa o fixo (ferros colados nos dentes). "Demoro uns 15 minutos para limpar e passar fio dental, mas eu não reclamo. Fiquei mais bonitinho."

Ana Paula Camolez, 7, usa o móvel --aquele que é tirado para comer e escovar os dentes. A limpeza é fácil. O problema é o risco de perder. "Uma vez, embrulhei o aparelho no guardanapo e ele foi parar no lixo."

Texto de Alessandra Oggioni
Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 2 de março de 2012

Tratamento Periodontal

Periodontia é a especialidade responsável pela prevenção e tratamento dos problemas que acometem os tecidos de sustentação e proteção dos dentes (osso e gengiva). A falta de higienização adequada causa uma inflamação da gengiva (inchaço, vermelhidão, sangramento e dor) podendo progredir para problemas irreversíveis como perda óssea causando, assim, mobilidade e perda do elemento dental. O tratamento é realizado após o diagnóstico e severidade da doença. Os procedimentos realizados, dependendo de cada caso, são: remoção de cálculos e placa gengival, alisamento e polimento das raízes e dos dentes e orientação de higiene oral para controle da placa gengival. Portanto, fique atento a alguns sinais como, sangramento gengival, gengivas vermelhas, inchadas e sensíveis, gengivas que se afastam dos dentes (retração), pus entre a gengiva e o dente, alteração no formato da gengiva, mobilidade dentária. A Clinica Danilo Chaccur oferece planos de tratamento e prevenção (manutenção) periodontal dependendo da necessidade individual de cada paciente.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tratamento Odontológico para Ronco e Apnéia Obstrutiva do Sono


Você sabia que o ronco e a apnéia (parada respiratória durante o sono) podem ser tratados pelo dentista? Fique atento às informações abaixo e aprenda como este profissional pode atuar nestes problemas.
O ronco é a vibração do palato mole (porção final do “céu da boca”) quando da passagem do ar durante o sono. Em algumas pessoas, o espaço da orofaringe (região da garganta formada pela base da língua, palato mole e epiglote) é pequeno, seja por questões anatômicas ou por acúmulo de gordura na região do pescoço, isso faz com que o fluxo aéreo encontre uma barreira na região da orofaringe, o que se traduz na vibração do palato mole.
Em muitos casos a redução deste espaço é tamanha que, durante o sono, podem ocorrer eventos de obstrução total da passagem do ar, ou seja, pode ocorrer a apnéia obstrutiva do sono. Este tipo de situação traz diversas consequências negativas como aumento da pressão arterial e maior propensão à ocorrência de distúrbios cardiorrespiratórios merecendo, assim, tratamento adequado.
O tratamento do ronco e da apnéia está relacionado à gravidade da situação. Em casos mais simples, apenas mudanças de hábitos como a diminuição de ingestão de bebidas alcoólicas pode gerar melhoras, mas em outros a realização de cirurgias, utilização de medicamentos e aparelhos intraorais se faz necessária.
No caso do tratamento de eleição ser o uso de aparelhos intraorais durante o sono, o cirurgião-dentista, atuante na área dos distúrbios do sono, é o profissional indicado para a condução da terapia. Existem diversos tipos de aparelhos intraorais, cada um indicado para uma situação específica; alguns atuam apenas na redução/eliminação do ronco, enquanto outros atuam, também, na apnéia. A grande maioria dos aparelhos empurra a mandíbula (queixo) para frente, promovendo uma abertura maior do espaço da orofaringe, reduzindo os eventos de apnéia e, muitas vezes, eliminando o ronco.
É válido lembrar que nem todos que roncam possuem apnéia, porém todos que possuem apnéia roncam. E então, você ronca?  Caso a resposta seja sim, não se preocupe! A Clínica Danilo Chaccur conta com profissionais aptos para resolver estes problemas, devolvendo a qualidade do seu sono e da sua vida em geral.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Clareamento dental em consultório: a luz é realmente necessária?

Atualmente, a procura por técnicas estéticas e principalmente pelo clareamento dental é cada vez mais comum no dia a dia do consultório. Para realização de tal procedimento é necessária uma avaliação de um cirurgião- dentista para indicar a técnica ideal de acordo com cada caso, sendo possível realizar o clareamento de 3 maneiras diferentes: uma técnica autoaplicável, onde o paciente é orientado a utilizar moldeiras com um gel clareador em casa; uma técnica assistida em consultório, onde todo o procedimento é realizado em consultório pelo cirurgião- dentista; e uma terceira técnica onde mesclamos as duas possibilidades anteriores.

O método assistido em consultório é muito procurado devido a rapidez de resultados, sendo que muitos pacientes perguntam sobre a possibilidade de realizar um clareamento a laser.

Quando surgiu a técnica de clareamento dental em consultório, foi preconizada a associação de fontes auxiliares de energia (luz halógena, arco de plasma,LED, LED + laser, laser) com o objetivo de “acelerar” o clareamento. É importante destacarmos que o produto do clareamento pode ser acelerado pelo uso da luz, mas não é ativado por esta. O gel clareador não precisa ser “ativado” pois ele atua nas estruturas mineralizadas dentais clareando-as independente da presença de luz.

Com o desenvolvimento de novos materiais e novas técnicas, podemos observar que o clareamento assistido, com o uso de luz ou sem, apresenta resultados muito semelhantes, o que não justifica o investimento nesta aparelhagem e nem o seu uso.

É importante salientarmos também que algumas fontes de luz podem provocar o aumento da temperatura da estrutura dental, que pode trazer comprometimentos futuros como injúrias à polpa (tecido que apresenta a inervação do dente), ou mascarar possíveis danos, já que algumas fontes de luz podem ter efeito anódino (tirar a dor) e antiinflamatório, mascarando possíveis sensibilidades causadas pelo produto clareador, que seriam importantes para podermos avaliar possíveis danos.

Podemos afirmar que uso da luz possui mais um efeito de marketing do que um resultado realmente efetivo.
Converse com o seu dentista sobre o assunto e selecione a melhor técnica para você.

Dra Juliana Rueda Pinto
Clínica Geral e Odontologia Estética
CRO - XXXXX

Implantes Zigomáticos

Hoje em dia, a utilização de enxertos pode ser evitada na grande maioria dos casos de perda severa de osso no maxilar superior , através da utilização de implantes zigomáticos. Esses implantes, mais longos do que implantes dentais comuns, são fixados no osso zigomático (osso que forma a maçã do rosto). O osso zigomático é um osso de boa qualidade com volume suficiente para a colocação de implantes e suportar a carga mastigatória quando esses implantes estão conectados a uma prótese fixa.

A técnica foi desenvolvida nos últimos 15 anos. Nos anos 90, o Professor P.I. Branemark (Suécia) começou a utilizar o osso zigomático como ponto de ancoragem para implantes. A idéia do professor Branemark revolucionou o tratamento convencional do maxilar superior atrófico. Os resultados forma tão positivos que após 10 anos de pesquisa os primeiros implantes zigomáticos foram comercialiados e a técnica começou a ser divulgada.

 A cirurgia se realiza geralmente sob anestesia geral em ambiente hospitalar.

Diferente de quando se utilizam enxertos de osso, quando se realizam implantes zigomaticos, normalmente os dentes fixos podem ser colocados na mesma semana da cirurgia, evitando assim uma espera que pode chegar a 1 ano em casos tratados com enxertos de osso e implantes regulares.

Daniel Simon
Cirurgião Dentista
CRO-XXXXX

Implantes dentais em pacientes com perda severa de osso

Hoje em dia, muitos pacientes são rejeitados para tratamentos reabilitadores com implantes dentais em maxilar superior devido a falta de tecido ósseo suficiente. Essa é uma condição que afeta principalmente pacientes  que utilizam protese total superior (dentadura) por muitos anos ou pacientes que apresentem doença periodontal (problema gengival) avançada. O tratamento normalmente oferecido a esses pacientes passa pela utilização de enxertos ósseos autógenos (osso do próprio paciente) utilizando-se osso da mandibula, quadril, tibia e crânio. No entanto esses procedimentos normalmente apresentam grande imprevisibilidade nos resultados além de um tempo de tratamento bastante extenso.

Daniel Simon
Cirurgião Dentista
CRO-XXXXX